Desordenadas palhotas
de caniço separadas
por caminhos de areia solta
Latrinas de esgoto
exalam cheiros nauseantes
poluíndo o ar imóvel
E minúsculas folhas
de acácias envolvem
até se empalidecerem de vergonha.
Flaviano Manuel Fernandes
(Poeta Moçambicano)
*Chamanculo - Bairro sito nos perisubúrbios da ex-Lourenço Marques.
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sexta-feira, 1 de março de 2013
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Zambézia
Cada palhota maticada
de paredes leprosas
e tecto de macubar.*
sob as sombras nervosas
dos delicados coqueiros
há sempre mesa plena
de comeres típicos
e cerveja crepitante e fresca
há sempre convite
para se sentar e comer
sublinhado com sorriso hospitaleiro dos donos-da-casa.
*macubar - folha de coqueiro.
Flaviano Manuel Fernandes
(Poeta Moçambicano9
de paredes leprosas
e tecto de macubar.*
sob as sombras nervosas
dos delicados coqueiros
há sempre mesa plena
de comeres típicos
e cerveja crepitante e fresca
há sempre convite
para se sentar e comer
sublinhado com sorriso hospitaleiro dos donos-da-casa.
*macubar - folha de coqueiro.
Flaviano Manuel Fernandes
(Poeta Moçambicano9
Escassa Fogueira
Uma palhota de caniço
E uma escassa fogueira
Ardendo devagar.
A noite dorme
no sazonado silêncio.
O casal de negros
Faz um filho que cresce
à luz bruxuleante
da escassa fogueira.
Flaviano Manuel Fernandes
(Poeta Moçambicano)
E uma escassa fogueira
Ardendo devagar.
A noite dorme
no sazonado silêncio.
O casal de negros
Faz um filho que cresce
à luz bruxuleante
da escassa fogueira.
Flaviano Manuel Fernandes
(Poeta Moçambicano)
Na noite africana
Anoitece devagarosamente.
O negro esquece
a vida sems entido
amachucando as velhas
cordas do seu violão.
Na pele dos sons magoados
vai tecendo cânticos
de esperança clandestina.
Flaviano Manuel Fernandes
(Poeta Moçambicano)
O negro esquece
a vida sems entido
amachucando as velhas
cordas do seu violão.
Na pele dos sons magoados
vai tecendo cânticos
de esperança clandestina.
Flaviano Manuel Fernandes
(Poeta Moçambicano)
Personalidade do Mês - Junho de 2011
Personalidade do Mês
Flaviano Manuel Fernandes
(Escritor Moçambicano)
É licenciado em Engenharia Civil e funcionário do Ministério das Obras Públicas.
Publicou dois livros de poesia:
"Missangas desfiadas no meu silêncio" (Beira) e "Nasci cidadão-do-mundo" (Lourenço Marques).
É também artista plástico. Fez exposições individuais em Quelimane, Beira, Maputo, em França e nos E.U.A.
Jornalista desde os 20 anos de idade, tendo sido colunista fo "Brado Africano", "Voz de Moçambique" e do semanário "Tribuna".
Trabalhou no "Diário de Moçambique" e na "Voz de Zambézia" como cronista desportivo.
Escreveu poesia em todos os citados órgãos de comunicação.
Também publicou poesia nos Cadernos Moçambicanos Manguana.
sábado, 21 de maio de 2011
25 de Abril
Naquele dia
Os cravos vermelhos
Tinham alma
25 de Abril não foi
É e vai ser
- Que a liberdade
Alcançada
Veio para ficar.
Flaviano Manuel Fernandes
(Poeta Moçambicano)
Os cravos vermelhos
Tinham alma
25 de Abril não foi
É e vai ser
- Que a liberdade
Alcançada
Veio para ficar.
Flaviano Manuel Fernandes
(Poeta Moçambicano)
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