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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Até Sempre Amigo Renato Graça!


Ontem fui mais uma vez surpreendido com uma péssima notícia que me abalou e que me foi dada pela minha tia Elsa Azevedo. Este ano de 2015 tem sido pródigo em bad news. Desta vez faleceu um amigo, poeta, tertuliano, conterrâneo, patrício Zambeziano, compatriota, parente e cúmplice no parto dos primeiros CADERNOS MOÇAMBICANOS (1, 2 e 3) da SEBENTA EDITORA que eu e o Jorge Viegas criámos/editámos nos anos de 2004, 2005 e 2006: Renato Graça. Criei várias tertúlias em Universidades e outros espaços culturais de LISBOA onde com o Jorge Viegas, o Né Afonso e ele, animámos e revivemos a nossa Moçambicanidade. Já o tinha informado da sua inclusão no próximo DICIONÁRIO DE ESCRITORES, ARTISTAS PLÁSTICOS E CINEASTAS DA ZAMBÉZIA que aceitou com entusiasmo. Da última vez que voltamos a falar, foi sobre as eleições Moçambicanas e do envolvimento da diáspora no processo.

Muitos projectos ficaram por concretizar, é certo, mas fica a certeza de que estive sempre ligado aos projectos culturais em que se viu envolvido na Literatura, como o prova a apresentação por mim do seu último livro na antiga sede do MIL e da SOCIEDADE DE LÍNGUA PORTUGUESA em LISBOA.
Fica aqui o registo do meu fraterno e sincero abraço. Que descanses em Paz!

Delmar Maia Gonçalves
(Presidente do CEMD)

sábado, 16 de março de 2013

A MULHER AFRICANA

A mulher africana.
Forte, dura como pau preto,
Sua pele negra da cor do chão que pisa.
Leva ao colo uma criancinha de tenra idade.
O sol não a apoquenta, desbrava a terra e alisa, esperando sua fertilidade.
Mulher africana.
Suas lágrimas não denotam tristeza.
Congregam esforços com esperança, alegria e certeza.
De peito de fora, numa das mãos uma cana.
A criancinha chora por sua alimentação, eis chegado a hora.
Sem devaneio, retira o peito para satisfação.
Mulher africana, paradigma de fertilidade e honra.



Renato Graça
(Poeta Moçambicano)

TEU CORPO

O teu corpo esbelto, esculpido, quero desfrutar
Minhas largas mãos à medida do teu corpo, deixa-me tocar
Esquecer por instantes a crueldade desta Humanidade...
Imbuídos no mesmo espírito nossa felicidade
Desejar-te foi obra do destino desde o primeiro instante
Não vejas nesta proclamação algo diferente.





Renato Graça
(Poeta Moçambicano)